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Fado Acácio 4ª

O Grito da Terra (Reforma Agrária)

Letra:           Domingos Silva
Música:        Acácio Gomes dos Santos
Intérprete:    Maria Amélia Proença

Os campos tenham mais área

Mais cultivo, mais acção

Só com a reforma agrária

É que todos terão pão

 

Deixai o trigo nascer

Nas terras bem amanhadas

Como é belo ver crescer

Lindas espigas doiradas

 

Loiro, loiro trigo

Grito que a terra espalha

Tu és o melhor amigo

De quem a terra trabalha

 

O pão que a gente consome

Ganho com o suor do rosto

É pão que nos mata a fome

Sem o travo do mau gosto

 

Os campos tenham mais área

Mais cultivo, mais acção

Só com a reforma agrária

É que todos terão pão

Intérprete:  Maria Amélia Proença
Título: 
O Grito da Terra (Reforma Agrária)

Autor da Letra:     Domingos Silva
Autor da Música:  Acácio Gomes

 

Guitarra Portuguesa:    Pedro Caldeira Cabral                                            Acácio Gomes     


Viola de Fado:              Manuel Martins
Viola-baixo:                  José Vilela


 

Data da 1ª edição:  1975

Editora: "Mundo Novo"

M.N.E.P. 001

Fado Acácio

Um fado em modo menor, que adquiriu o nome do seu autor, o saudoso guitarrista Acácio Gomes dos Santos.

É considerado um fado da 2ª geração, uma vez que foge às raízes ( Fado Menor e Fado Maior ), tendo na sua textura a chamada escala espanhola, nas duas partes de cada estrofe.

É aplicado no canto de estrofes de sextilhas com 7 sílabas.
 

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Pequena biografia do autor:

                                                                                                                                                      Acácio Gomes

​​​Foi um excelente executante de guitarra portuguesa, cuja actividade ocorreu entre

os anos 1930 / 1970. Pouco mais  se conhece a respeito.

Este fado, de que é autor e que tem o seu nome, é um dos que​​​​ mais se canta actualmente.

Acácio Gomes, nascido em Peredo da Bemposta, Mogadouro, apaixonou-se

desde muito novo, talvez com 15 anos, pela Guitarra Portuguesa, tocando apenas

música de dança.
Como ferroviário de profissão, em Dezembro de 1954, foi transferido para Malanje

e aí, acompanhou pela primeira vez, em público, uma fadista de nome Germana

Infante, dando assim início à actividade de guitarrista.
Em 1957 acompanhou em Lucala, Fernanda Baptista, na altura a grande atracão nacional. 

Transferido para Sá da Bandeira em 1968, aí continuou a actuar em vários espectáculos, tendo mais tarde

integrado o grupo de fados de Reais Paços de Maconge.
De regresso a Portugal passou a residir no Porto, tendo actuado como guitarrista privativo nos seguintes
restaurantes deste cidade: "A Madrugada", "Casa da Mariquinhas", "Cozinha Real do Fado", "Cantinho do
Fado", "Tribunal", "Burgo" e também no "Mal Cozinhado", embora neste não privativo. Para além destes,
contam-se ainda "A Lareira" em Fão e o "Grelha" em Amarante.

Também no Porto fez parte de quatro grupos de fados de Coimbra, a saber: "Saudades de Coimbra", "Do
Choupal até à Lapa", "Torre d'Anto" e "Trova Nova", tendo percorrido todo o país. Nestes grupos participou
na gravação de 4 cd's e apresentou-se por 11 vezes no programa da RTP 1 (Praça da Alegria).
Com o grupo "Trova Nova" participou em quase todas as noites de fado de Coimbra que se efectuaram no
Porto e ainda, no II seminário de Fado de Coimbra em Famalicão. Integrou também o grupo de fado de Lisboa "Sol Nascente". A partir de 2001, passou a integrar o grupo de fados e guitarradas do Sindicato dos Bancários do Norte. Em 2004, convidado pelo viola António Reis, desenvolveu um novo projecto, tendo como fadistas Maurício Campelo, Angelina Pinto e a poetisa/humorista Emília Dinis. Deste elenco resultam vários espectáculos.
Em Junho de 2006, com parcerias de António Reis e Cláudia Barbosa, passou a integrar o Grupo de Fado
"Prelúdio", do qual é membro fundador.

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Fonte de informação:

http://www.g-sat.net/todos-os-fados-de-a-a-z-historia-2128/fado-acacio-208295.html
http://www.portaldofado.net/content/view/364/327/

Última actualização: Janeiro/2013

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Acácio Gomes

   Maria Amélia Proença

Pequena biografia da intérprete:                                                                                                                                       Maria Amélia Marques Proença nasceu em Lisboa, no bairro de Campo de Ourique, no

dia 21 de Outubro de 1938. Ainda criança ouvia muitos programas na rádio e aprendia

todos os fados, em especial os de Amália Rodrigues, que depois cantarolava em casa e

na rua.

Com apenas 8 anos inscreve-se no "Grande Concurso Portugal", um concurso para

adultos organizado pelo jornal "Ecos de Portugal". A sua presença destaca-se e recebe a

Taça Amália do concurso.

Faz a sua estreia em 1948 apresentando-se publicamente no Teatro Casablanca (Parque

Mayer), propriedade do empresário José Miguel que, para conseguir tê-la a cantar

naquele local público, vê-se obrigado a solicitar uma autorização especial ao Ministério

do Trabalho, uma vez que Maria Amélia não tem idade para profissionalizar-se.

Maria Amélia Proença passou pelos mais variados locais de actuação desde que se estreou no teatro Casablanca, do Parque Mayer, com apenas nove anos, em 1948.

A partir desta data, 1948, apresenta-se regularmente nas casas pertencentes ao empresário José Miguel: o Solar da Alegria, O Mondego, o Café Latino e o Vera Cruz.

Maria Amélia Proença passa também a actuar em espectáculos e verbenas um pouco por todo o país, em formatos de apresentação colectiva que eram correntes naquela época.

Grava também o seu primeiro disco, em formato de 78 rpm, com o jovem Jorge Barradas.

A fadista casa com 16 anos, no dia 2 de Novembro de 1954 e tem dois filhos, um dos quais, Carlos Manuel Proença, toca viola de Fado e muitas vezes a tem acompanhado na sua profissão.

Na década de 1970 faz as suas primeiras digressões ao estrangeiro, chegando a permanecer 7 meses em Macau e a fazer apresentações na Tailândia, Japão e Singapura.

Apresentou-se em espectáculos na Alemanha, França, Holanda, Inglaterra, Angola e Cabo Verde. E, a nível nacional, participou nos espectáculos organizados pela Lisboa Capital Europeia da cultura, em 1994 ou pela EXPO' 98.

Paralelamente a fadista continuará a cantar em diversas casas de Fado. O último elenco fixo que integrou foi o da Taverna do Embuçado, mantendo, depois, actuações esporádicas no Luso.

Actuou ao lado de grandes nomes do fado, como Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro, Tristão da Silva, Fernando Farinha e Carlos do Carmo.

Mais recentemente, apesar de não artista residente em nenhuma casa de fados, faz actuações no Luso e em espectáculos diversificados.

A fadista não tem uma discografia muito vasta, constituída sobretudo por EPs e cassetes gravados nas décadas de 1960 a 1990 e apenas o LP "Fados", editado pela Riso e Ritmos em 1979.

O seu mais recente trabalho discográfico, já em formato CD, foi editado pela Ocarina em 2006 e intitula-se "Fados do meu Fado".

A carreira da fadista está muito ligada aos espaços de casa de fado, tendo passado pelos elencos das casas mais importantes, caso do Luso, do Faia, da Taverna do Embuçado ou, mais recentemente, do Senhor Vinho. Ainda assim deslocou-se por diversas vezes em digressões para actuar em países como Singapura, Malásia, Japão, Alemanha, Holanda, França, Angola e Cabo Verde.

Nos seus 60 anos de carreira, que a fadista completa em 2008, Maria Amélia Proença transformou-se da criança "revelação" numa das portadoras da tradição do Fado Castiço, representando uma geração de cantores que há muito deixaram o activo profissional.

Em 2005 Maria Amélia Proença foi distinguida com o prémio "Carreira" no concurso "Grande Noite do Fado".

Fonte de informação: 

 

 Maria Amélia Proença - Museu do Fado

Maria Amélia Proença
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