

Fados Tradicionais


Fado Primavera
Roseira Brava
Letra: Manuel de Andrade
Música: Pedro Rodrigues
Intérprete: João Ferreira Rosa
Andei a ver se encontrava
alguma roseira brava
florida de murchas rosas
qualquer coisa que lembrasse
um resto só que ficasse
das nossa horas ditosas (bis)
Mas o céu enegreceu
o vento tudo varreu
e de nós nada ficou
na campina nua e fria
nem uma roseira havia
nem uma rosa murchou (bis)
Morreu triste o meu intento
morreu levado plo vento
que as roseiras embalava
voltei ao cair do dia
pois no campo não havia
nem uma roseira brava (bis)
Intérprete: João Ferreira Rosa
Título: Roseira Brava
Autor da Letra: Manuel de Andrade
Autor da Música: Pedro Rodrigues
Guitarra Portuguesa: Raul Nery e
José Fontes Rocha
Viola de Fado: Júlio Gomes
Viola-baixo: Joel Pina
Data da 1ª edição: 1966
Editora: "Rádio Triunfo"
Ref. Áquila EP 01 2
Outras versões do mesmo Fado

Fado Primavera
Composto pelo cantador e guitarrista Pedro Rodrigues
Este Fado Foi buscar a sua designação a uma das letras nele cantadas, um poema de David Mourão-Ferreira (1927 - 1996) que a voz de Amália Rodrigues, mais uma vez, a grande Amália celebrizou.
Consta, aliás, que terá sido a própria Amália que baptizou este Fado, como de resto fez com tantos outros.
Pequenas biografia do intérprete:
João Ferreira Rosa
João Manuel Soares Ferreira-Rosa Nasceu em Lisboa, em 1937.
É um dos maiores expoentes do fado tradicional ainda vivos. Monárquico e
tradicionalista, seus fados falam da nostalgia de um Portugal já esquecido...
O seu fado mais conhecido será, sem sombra de duvida, o Fado do Embuçado.
Composição singular com música do Fado Tradição da cantadeira Alcídia Rodrigues
e letra de Gabriel de Oliveira, que é incontornável em qualquer noite ou tertúlia fadista.
O tema mais uma vez é o tempo de antigamente e uma curiosa história de um
"embuçado" (disfarçado com capote) que todas as noites ia ouvir cantar fados, tendo
um dia sido desafiado a revelar-se, eis que se descobre que o embuçado era o Rei
de Portugal que após o beija-mão real cantou o fado entre o povo.
Em 1965 adquire um espaço, no Beco dos Cortumes, em Alfama, a que chamou a Taverna do Embuçado, que abrindo no ano seguinte, viria a marcar toda uma era do Fado ao longo dos 20 anos que se seguiram, até que Ferreira Rosa deixa a gestão nos anos 80. O espaço, contudo, ainda hoje existe.
Nos anos 60 adquire ainda o Palácio Pintéus, no concelho de Loures, que estava praticamente em ruínas e destinado a converter-se num complexo de prédios.
Ferreira Rosa recupera o Palácio lutando contra diversos obstáculos burocráticos e administrativos que lhe foram sendo colocados. Nas palavras de João Ferreira-Rosa o Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar) "estragou-lhe" os últimos 30 anos dos 70 que já leva de vida. Abriu o Palácio Pintéus as suas portas ao Público em 2007 e lá se realizam diversos eventos ligados ao fado.
É dentro das paredes do Palácio Pintéus que é gravada, em 1996, o 2ª disco de um dos seus mais sublimes trabalhos, "Ontem e Hoje". Ferreira-Rosa (tal como Alfredo Marceneiro, de resto) tem uma certa aversão a estúdios de gravação e à comercialização do fado, preferindo cantar o fado entre amigos, como refere nos versos do Fado Alcochete.
Nutre uma especial paixão por Alcochete onde tem vivido nos últimos anos. A esta vila escreveu o fado Alcochete, que costuma cantar no Fado da Balada de Alfredo Marceneiro.
Entre 2001 e 2003 amigos e seguidores tiveram ainda a oportunidade de o ouvir regularmente em ciclos de espectáculos organizados no Wonder Bar do Casino do Estoril.
Fonte de informação:
www.portaldofado.net/content/view/1437/327/
Última actualização: Outubro/2010
Intérprete: Amália Rodrigues
Letra: David Mourão Ferreira
Intérprete: Camané
Letra: David Mourão Ferreira
Intérprete: Mariza
Letra: David Mourão Ferreira
Intérprete: Soraia Cardoso
Letra: David Mourão Ferreira
Intérprete: Pedro Moutinho
Letra: Nuno Lorena
Intérprete: Teresa Tarouca
Letra: Nuno Lorena
Intérprete: Lucília do Carmo
Letra: Carlos Conde
Intérprete: Raquel Peters
Letra: David Mourão Ferreira