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Fado Corrido

Tenha Cautela
Letra:             Clemente Pereira
Música:          Desconhecido (Popular)
Intérprete:      Júlio Peres
 

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Oh menina lá de cima

Tenha cuidado, cautela

Veja se escolhe outra altura

Para estender roupa à janela   (bis)

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Mas que mania  que tem

Somente quando me topa

É que lhe apetece e bem

À janela estender roupa   (bis)

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Às vezes fico à solta

Veja lá bem​ que obra prima

Não sei porque não se poupa

Oh menina lá de cima

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Noto que é trabalhadeira

Esse seu feitio diz alto

Mas trabalhe de maneira

Que eu passe sem dar um salto   (bis)

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À sua rua não falto

Mas ao ver logo que postura

Para que eu não faça algo

Veja se escolhe outra altura   (bis)

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Se lhe faço estes reparos

Por esta razão de espaço   (bis)

É que os fatinhos são caros

E o dinheirinho é tão escasso   (bis)

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Mas se no seu peito há espaço

Para a paixão que o meu revela   (bis)

Reserve as horas que eu passo

Para estender roupa à janela   (bis)

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Intérprete:    Júlio Peres

Título:          Tenha Cautela

 

Autor da Letra:       Clemente Pereira
Autor da Música:   Desconhecido (Popular)

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Guitarra Portuguesa:     Francisco Carvalhinho e

                                      Armandino Maia

Viola de Fado:              José Maria de Carvalho

Viola-baixo:                   Pedro Machado

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Data da 1ª edição:  1978

Editora: "Riso e Ritmo"

Ref. RR LP 2. 062

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Fado Corrido

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Há quem defenda que a designação deste Fado deveria ser "Fado Maior" e não "Fado Corrido". Penso que esta opinião faz sentido, até porque é tocado e cantado em tom maior, enquanto o Fado Menor é tocado em tom menor. O esquema de acompanhamento é muito semelhante (ressalvadas as diferenças tonais referidas).

O Cancioneiro de músicas Populares diz que este fado já era popularíssimo em 1870, e dá-lhe a letra de algumas quadras que andam na tradição oral. Mas o Corrido não é mais que o simples acompanhamento do canto. Sobre este tipo melódico têm sido bordadas muitas variantes por Alexandre Rey Colaço, Reynaldo Varella, Militão e outros, incluindo um compositor estrangeiro, Munier. O Fado Corrido anda em todas as colecções.

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Pequena biografia do intérprete:

                                                                                                                                              Júlio Peres

Júlio Peres nasceu em Alcântara em 1909. Órfão de mãe, viveu a sua infância junto

do avô e da irmã. Em criança, revela todo o seu potencial talento, e com apenas

11 anos começa a cantar. Aos 15 anos, Júlio Peres toma parte em serenatas em

Lisboa, profissionalizando-se aos 18 anos quando começa a actuar nas casas de

fado.

 

A par da sua actividade artística, Júlio Peres foi também gerente do “Café Luso”.

 

No livro “Histórias do Fado” escreve-se: “Entre os seus companheiros habituais

contavam-se Gabino Ferreira, Frutuoso França, José Coelho, Júlio Vieitas e Manuel

Calixto, com quem participou em muitas cegadas”.

 

Dotado de uma excelente voz, Júlio Peres foi também um exímio dançarino, facto que o levou a ganhar vários prémios.

 

Do seu repertório destaque para os temas “Velho Tinteiro”, “Como a Vida Passa” e “Ó Minha Mãe Minha Amada”.

 

"Actuou na Festa de Inauguração da Cervejaria Monumental, no dia 19 de Julho de 1945, conjuntamente com Isabel de Oliveira, Fernanda Baptista, Moisés Campelos, Berta Cardoso, a cantadeira cigana Maria Helena Maia e Ivete Pessoa (que se estreou com êxito)" (cf. Guitarra de Portugal de 22 Julho 1945)

 

Faleceu em 1995.

 

 

Fontes de informação:

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“Guitarra de Portugal”, 22 de Julho de 1945

Guinot, M.; Carvalho, R.; Osório, J.M. (1999) “Histórias do Fado”, col. “Um Século de Fado”, Lisboa, Ediclube.

 

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Última actualização: Julho de 2008

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Outras versões do mesmo Fado

É Tão Bom Ser Pequenino
00:00 / 02:52

Intérprete: Fernando Maurício

Letra: Linhares Barbosa

Meu Amor Fugiu do Ninho
00:00 / 02:09

Intérprete: Berta Cardoso

Letra: João Linhares Barbosa

Corrido
00:00 / 02:11

Intérprete: Amália Rodrigues

Letra: (popular)

Esta gravação data de 1973 e pertence à Banda 1 da Face A do disco EP de 45 R.P.M. editado pela "FF", da editora "Riso e Ritmo", com a matriz de disco “FF EP 93” e o nome "Berta Cardoso - Cruz de Guerra", disco em que a fadista Berta Cardoso, acompanhada pela guitarra portuguesa de António Chainho e Carlos Gonçalves, pela viola de fado de José Maria Nóbrega e pelo viola-baixo de Raúl Silva, interpreta quatro fados do seu reportório, que são o “Testamento”, a “Noite de S. João”, a célebre “Cruz de Guerra” e este “Fado Corrido” que escutamos aqui, cantado pela Berta com poesia de João Linhares Barbosa, de seu título “Meu Amor Fugiu do Ninho”.

 

Trata-se dum dos maiores sucessos da cantadeira, e uma das mais bem-sucedidas interpretações do “Fado Corrido” de sempre, com versos bem deliciosos do grande poeta popular que foi Linhares Barbosa, e que custaram à sua intérprete a módica quantia de trinta escudos. Obteve direito a reedição em CD na compilação “Fados do Fado – Berta Cardoso / Márcia Condessa / Adelina Ramos”, lançada em 1998 pela “Movieplay”.

 

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Corrido
00:00 / 02:49

Intérprete: Maria Emília Ferreira

Letra: (popular)

Não Mandes Saudades
00:00 / 01:45

Guitarras:   Fontes Rocha e José Pracana

Violas:        Manuel Martins e Alfredo Gago da Câmara

Intérprete: Manuel de Almeida

Letra: João de Freitas

Teus Olhos São Dois Garotos -
00:00 / 02:06

Guitarras:   Ângelo Freire

Viola:          Diogo Clemente

Baixo:         Marino de Freitas

Intérprete: Maria Emília Reis

Letra: Linhares Barbosa

Quadras Soltas
00:00 / 02:34

Guitarra:   Fontes Rocha

Viola:        José Maria Nóbrega

Intérprete: Ada de Castro

Letra: Nuno Mota

Noite de Fado
00:00 / 02:48

Intérprete: Carlos Ramos

Letra: Guilherme Pereira da Rosa

Esta gravação data de 1957, foi efectuada no Teatro Taborda, na Costa do Castelo, em Lisboa, e pertence à Face A do disco de 78 R.P.M. editado pela “Columbia”, etiqueta “Valentim de Carvalho”, em que o cantador Carlos Ramos, acompanhado à guitarra por Raúl Nery, e à viola por Santos Moreira, interpreta duas composições do seu reportório, que são "Noite de Fado" e "Que é Feito da Mouraria?".

 

Este é o sempre conhecido Fado Corrido, aqui interpretado pela voz de Carlos Ramos, com arranjos do próprio, e com a poesia "Noite de Fado" de Guilherme Pereira da Rosa.

 

Trata-se de um dos maiores sucessos de Carlos Ramos, que foi reeditado em EP de 45 R.P.M., um ano depois da sua gravação, no EP "Carlos Ramos - Noite de Fado", onde foram incluídas as canções "Súplica", "Chinelas da Mouraria" e "Biografia do Fado", e que foi muito difundido na Emissora Nacional, sendo esse disco catalogado na Discoteca da Rádio Pública com o nº 2038.

 

Este registo veio a ser reeditado no LP "O Melhor de Carlos Ramos - Vol. 2" da "EMI-Valentim de Carvalho", e depois na compilação “Um Século de Fado – Carlos Ramos” da mesma editora, organizada por José Pracana.

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