

Fados Tradicionais


Fado Lala
O Velho e o Novo
Letra: David José
Música: Amadeu Ramin
Intérprete: Natália dos Anjos
Tenho um velho que me alinda
E um novo que me quer (bis)
E dos dois não sei ainda
Qual o meu coração prefere (bis)
O primeiro é quem me dá
Tudo quanto ao outro dou (bis)
Nem o velho sabe já
Quanto o novo me levou (bis)
Sem despiques nem afrontas
Qualquer dos dois me é querido (bis)
E nenhum me pede contas
Dos carinhos que divido (bis)
Este amor que mal não tem
A paixão é verdadeira (bis)
Do mais novo sou a mãe
Do mais velho a companheira (bis)
Intérprete: Natália dos Anjos
Título: O Velho e o Novo
Autor da Letra: David José
Autor da Música: Amadeu Ramin
Guitarra Portuguesa: António Parreira
Viola de Fado: Francisco Gonçalves
Data da 1ª edição: 1972
Editora: "Tecla"
Ref. TE 1-089
Outras versões do mesmo Fado
Intérprete: Marília Simão
Letra: Odete André
Fado Lala
Composto pelo violista Amadeu Ramin (1904 - 1991)
Também conhecido por Amadeu Rami, compôs o Fado Lala, dedicado à cantadeira Ana Lala. Não resisto a transcrever parte de uma entrevista concedida ao Jornal "Guitarras de Portugal" onde esta cantadeira faz as seguintes afirmações:
G. P. - P: O Fado Canção, o teatral, aquele Fado Ligeiro que hoje tão frequentemente se adopta e que parece interessar o público, pode, porventura, tornar-se um elemento perigoso p+ara a manutenção e sobrevivência do Fado Clássico, destronando-o ?
A. L. - R: Nunca. Não desdenho quem cultiva essa modalidade, quanto a mim, vazia de substância tradicional e rácica. Cada um canta o que sabe e pode. Mas há esta verdade irrefutável que convém não esquecer: enquanto o executante do Fado Ligeiro é auxiliado pela própria música, limitando-se a interpretá-la melhor ou pior, conforme a sua categoria de artista, o executante do Fado Castiço, (Tradicional, prefiro o termo) tem que emprestar à música que interpreta, toda ela limitada a meia dúzia de compassos, o auxílio do seu fulgor, a garra da sua personalidade. O verdadeiro Fado, o autêntico, é um diamante em bruto à espera de um bom lapidador.
Notável.
E perdem alguns "estudiosos do Fado" tantos dias, tantas horas de reuniões, tanto palavreado. De vez em quando, se dessem uma vista de olhos pelo que já foi feito, pelo que já foi dito, pelo que já foi escrito, não se perderia tanto tempo a elaborar documentos que depois acabam por ser lidos e comentados por eles mesmos e para um curto círculo de eleitos.
Pequena biografia da intérprete:
Natália dos Anjos
Natália dos Anjos Figueiredo, fadista e poetisa, nasceu em Lisboa e desde cedo
manifestou grande talento para o fado.
Obteve o primeiro sucesso com apenas 7 anos quando cantou o Fado em casa da
família Palha Blanco, em Vila Franca de Xira, tendo sido acompanhada por Armandinho
à guitarra e Luís Abrantes à viola.
Apresentou-se em várias sociedades de recreio e festas de caridade, que frequentava
sendo sempre acompanhada pelos pais.
Ainda como amadora cantou no Retiro da Severa a convite de Armandinho, tendo feito
digressão por todo o país, sempre acompanhada por músicos de nomeada, como
Armandinho, Artur Paredes e Santos Moreira.
O percurso artístico de Natália dos Anjos cruzou-se com o do poeta João da Mata.
Conhece também o poeta Gabriel de Oliveira, que mais tarde vem a ser seu companheiro.
João da Mata e Gabriel de Oliveira, dois grandes nomes na composição de Fados, que escreveram para ela, o que lhe proporcionou um notável repertório.
Profissionalizou-se em Outubro de 1936, sendo imediatamente contratada em exclusivo pelo Retiro da Severa. Mais tarde cantou no Solar da Alegria, cafés Luso e Mondego.
È no Retiro da Severa que estreia o fado “Embuçado”
Em 1937 cantou na revista “Chuva de Mulheres” e ainda neste ano vai aos Açores e à Madeira.
No estrangeiro, canta em França, Alemanha e Espanha.
Escreveu letras para os Fados “Eu Tenho Tanta Saudade”, “Outros Tempos e Outro Fado”.
Fonte de informação:
http://www.portaldofado.net/content/view/2802/327/
Ultima atualização: Abril/2012




Guitarra: Francisco Carvalhinho
Viola: Júlio Gomes