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Fado Pena

O Justino da Tipóia
Letra:                   Carlos Conde
Música:                Fernando Freitas
Intérprete:            Fernando Maurício

Eu não sei se vocês se lembram dele

Chamavam-lhe o Justino da Tipóia

Era o maior amigo, o mais fiel

Do fado, da boémia, e da rambóia   (bis)

 

Tinha orgulho nas cartas na jaleca

No boné à fadista e lenço à faia

Fazia praça ali na Horta Seca

E morava na Rua da Atalaia   (bis)

 

Sabia a vida íntima amorosa

Dos faias, bailarinas, fidalguia

Mas numa directriz imperiosa

Não contava a ninguém o que sabia   (bis)

Morreu, pobre Justino, a quem o fado

Deve laivos de vida e de fulgor

As rédeas, deu-as ele, ao Zé Corado

E as guizeiras ao Bento Alquilador   (bis)

Intérprete:      Fernando Maurício

Título:            O Justino da Tipóia

 

Autor da Letra:          Carlos Conde
Autor da Música:       Fernando Freitas

Guitarra Portuguesa:    Carlos Gonçalves e

                                     Fernando Freitas

Viola de Fado:              Liberto Conde

 

Data da 1ª edição:  1966

Editora: "Marfer"

Ref. MEL 2. 029​​​

Outras versões do mesmo Fado

Rumo a Outro Dia
00:00 / 02:50

Intérprete: Sandra Correia

Letra: Ana Lúcia

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Trem Desmantelado
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Letra: Carlos Conde

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Fado Pena

 

Composto pelo Guitarrista Fernando Freitas (1913 - 1988)

Foi seu autor, um personagem marcante da vida fadista, o guitarrista Fernando Macedo de Freitas.


                                                                                                                     

Pequena biografia do autor:

                                                                                                                                                   Fernando Freitas

Fernando Freitas, nasceu em Lisboa, na freguesia de Santa Isabel, em 1913.
Com apenas 9 anos de idade, começou a trabalhar no Coliseu dos Recreios numa “trupe”

de palhaços, aprendendo a tocar violino, bandolim, banjo e cavaquinho;

aos 12 anos seu pai ensinou-o a tocar guitarra e aos 14 anos já entrava em cegadas.

 

Aos 16 anos já era bem conhecido o seu dedilhar de guitarra, e é por iniciativa do seu

amigo, companheiro de bairro e parceiro nas cegadas, Alfredo Marceneiro, que o

tratava carinhosamente por "Freitinhas", que o apresenta no Solar da Alegria, onde fica

contratado.
 

Em 1935, acompanhou Maria Teresa de Noronha, nas primeiras emissões de Fado na Emissora Nacional. Ainda em 1935, desloca-se a França para acompanhar Maria Albertina

e Tomás Alcaide.


Em 1944 e 1946, actua no Brasil com Amália Rodrigues, país onde permanece para casar com uma brasileira, filha de portugueses, que também cantava Fado, (a quem chamavam a "Fadista Brasileira") de nome Maria Girão. Fernando Freitas, percorre o Brasil actuando em espectáculos, onde se mantém até 1964.
 

De regresso a Portugal, acompanha Fernando Farinha durante um longo período, nomeadamente em digressões aos Estados Unidos e Canadá.
 

Toca todas as noites no restaurante “O Faia” de Lucília do Carmo, e mais tarde na Adega Machado.
 

Nos anos 70, perde a visão na sequência de uma deslocação na retina, sem contudo deixar de tocar.
 

Fernando Freitas deixou além deste fado, algumas das mais bonitas composições para Fado tradicional, como o Fado Pena e o Fado das Sardinheiras, em exclusivo para Amália Rodrigues a pedido desta, para quem aliás já tinha composto Ronda dos Bairros, que foi o primeiro tema escrito expressamente para a fadista, nos seus primeiros tempos do Solar da Alegria.
Deixa um filho, o cantor Fernando Girão, que não enjeitando o Fado, tem outros horizontes musicais.



Fonte de informação:

 

Lisboa no Guiness.

 

 


 

Fernando de Freitas, de seu nome completo Fernando Macedo do Freitas, nasceu em Lisboa, na freguesia de Santa Isabel, em 1 de Setembro de 1913.

Apenas com 9 anos começou a trabalhar no Coliseu dos Recreios em "troupes" de palhaços excêntricos, parodistas musicais, tocando violino e depois também bandolim, banjo e cavaquinho. Aos 12 anos aprendeu com o pai a tocar na guitarra o Fado Corrido, participando apenas com 14 anos em cegadas de Carnaval, então muito populares na capital.

 

Fernando de Freitas estreou-se como guitarrista em 1929, com apenas 16 anos, no Solar da Alegria, pela mão de Alfredo Marceneiro. Entretanto, dedicou-se a aprender variações na guitarra por influência de Armando Machado, enquanto ia tocando em algumas casas de jogos clandestinas, entre elas O Peras, na Rua de S. José, enquanto participa, também, em cegadas carnavalescas.

A partir deste momento, a par com a participação nas cegadas carnavalescas, passou a dedicar-se à guitarra, actuando sucessivamente em vários cafés e retiros, e acompanhando vozes como Ercília Costa, Adelina Fernandes, Maria Albertina, Teresa Gomes e Zulmira Miranda (também actrizes de revista).

 

Actuou no Café Chic de Belém e na Cervejaria Vitória da Rua de São Paulo, no Café Mondego e no Café Luso na Travessa da Queimada. Em 1935, com o advento da Emissora Nacional, acompanhou com o violista Abel Negrão, Maria Teresa de Noronha, nas suas actuações radiofónicas.

 

Em 1937 actuou em Paris com Armando Machado e em 1944 foi ao Brasil acompanhar Amália Rodrigues

no Casino de Copacabana.

Seguiu de muito perto a fase inicial da carreira de Amália Rodrigues para quem compôs dois dos seus maiores êxitos: "Ronda dos Bairros" (com letra em alexandrinos de Francisco Santos) e "Sardinheiras" (com letra de Linhares Barbosa).

Na Guitarra de Portugal, de 15 Junho de 1945 pode ler-se:"À hora de fechar o nosso jornal deve estar a tomar o "Clipper" que o conduzirá ao Rio de Janeiro, o virtuoso da guitarra Fernando Freitas que vai expressamente acompanhar Amália Rodrigues, que já se encontra nesse país…”. Em 1951 retoma ao Brasil, por sua própria iniciativa, aí permanecendo 14 anos.

 

Em 1965 regressa a Portugal, actuando durante alguns anos na Adega Machado, partindo depois para Espanha onde fica três anos a acompanhar Maria Dolores Pradera (a quem chamavam a Amália espanhola) que também cantava o fado. Acompanhou Fernando Farinha na digressão que este fez aos Estados Unidos da América e Canadá, em 1966, tendo também acompanhado este artista à Argentina. Compôs ainda, entre outras músicas, as de "A Canção da Neve" (criação de Berta Cardoso), "Fado Napoleão" (criação de Frutuoso França), "Trem Desmantelado" (com letra de Carlos Conde),"Fado Barroca" e "Fado das Romarias".

 

A partir de 1971, Fernando Freitas ingressa no elenco permanente do Restaurante O Faia, ao lado de Ilídio dos Santos ", Martinho d' Assunção e Orlando Silva, aí permanecendo 16 anos (os últimos já praticamente cego), acompanhando entre outros, Lucília do Carmo e Carlos do Carmo.

 

Foi casado com a fadista Maria Girão. É pai do cantor e compositor Fernando Girão, que também tem realizado trabalhos com incursões na área do fado.

 

Fernando Freitas morreu em Lisboa, em 18 de Março de 1988.

 

 

 

Fontes de informação:

“Guitarra de Portugal” 15 de Junho de 1945

Cabral, Pedro Caldeira (1999) “A Guitarra de Portugal”, Col. “Um Século de Fado”, Lisboa, Ediclube, pág. 245.

http://www.museudofado.pt/personalidades/detalhes.php?id=300&sep=0

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