

Fados Tradicionais


Fado Cigana
Contradição
Letra: José Archer de Carvalho
Música: Armando Machado
Intérprete: Teresa Siqueira
Quando eu te quis não quiseste
Pois agora se vieres
Procurar o meu coração
Já não encontras em mim
Onde era não digo sim
Onde era sim digo não (bis)
Não julgues que o teu amor
Lá por ter sido o maior
Me deixou grande saudade
E ao chora-lo eu vou me rindo
Por ver que nunca mentindo
Me faltavas à verdade (bis)
Fecho os olhos para te não ver
Mas se te quero esquecer
Olho para ti novamente
Que estranha contradição
O bater de um coração
Por quem nos é indiferente (bis)
Intérprete: Teresa Siqueira
Título: Contradição
Autor da Letra: José Archer de Carvalho
Autor da Música: Armando Machado
Guitarra Portuguesa: António Chainho e
Armindo Fernandes
Viola de Fado: José Maria Nóbrega
Viola-baixo: Pedro Nóbrega
Data da 1ª edição: 1975
Editora: "Rádio Triunfo"
Ref. Alvorada EP S 60 1534

Fado Cigana
Acerca deste Fado, gostaria de chamar a atenção para o facto de se cometer constantemente um erro, que é o de chamar Fado Cigano a um Fado que é na realidade o Fado Cigana. Existe realmente um Fado Cigano, da autoria do cantador Henrique Lourenço, e outro também com o mesmo nome, mas da autoria do cantador José Marque do Amaral.
Pequena biografia do autor:
Armando Machado
Armando Artur da Silva Machado, nasceu, em Lisboa, em 1899, cidade onde viria a
falecer em Fevereiro de 1974.
Começou a tocar viola nos solares e palacetes, dos arredores de Lisboa, em 1924,
actuando em quase todos os recintos de Fado lisboetas, nomeadamente,
"Adega Mesquita", "Farta-brutos" e "Café Luso".
Em 1935, juntamente com o guitarrista Fernando Freitas e a cantadeira
Maria Albertina, actua na Exposição Universal de Paris, espectáculo a que assistiu
a Rainha D. Amélia ( no exilo ).
Em 1937, funda a "Adega Machado", na altura a segunda casa de Fado no Bairro Alto,
a primeira a apresentar espectáculos diários, e que ainda hoje se mentem em plena
actividade, pela mão dos seus filhos ainda vivos, Filipe e Maria Rita Machado!
Compôs várias dezenas de temas, entre eles os Fados "Súplica", "Licas", ( dedicado a um dos seus filhos ), "Pipas", "Maria Rita" ( dedicado a sua filha com o mesmo nome ), "Lurdes", ( dedicado a sua esposa, a cantadeira Maria de Lurdes Machado ), "Santa Luzia" e o conhecido "Bolero do Machado" ( Cigano da Fronteira ), que foi disco de ouro em 1957, em S. Paulo ( Brasil ), numa gravação de Cidália Meireles, acompanhada pela Orquestra de Mantovani.
Armando Machado, foi sem duvida, um dos maiores compositores que o Fado conheceu, sendo os seus fados dos mais cantados actualmente, por quase aqueles que interpretam o Fado!
Fonte de informação:
“Histórias do Fado – A Capital" e investigação G-Sat.
O violista Armando Machado nasceu em Lisboa, em 1899, cidade onde veio a falecer em 1974.
Começou a tocar viola nos solares e nas festas em Lisboa e arredores.
Em 1924 profissionaliza-se, tendo tocado praticamente em todos os recintos onde houvesse Fado, da época.
Em 1937 fundou a Adega Machado no Bairro Alto, que foi a segunda casa do género no bairro, mas a primeira a dar espectáculos diários.
Foi autor de vários temas musicais para Fado, tais como, Fado Súplica, Fado Cunha e Silva, Fado Licas, Fado Maria Rita, Fado Lourdes e o célebre Bolero Cigano da Fronteira.
Conheceu e casou-se com uma linda moça, Maria de Lourdes, de profissão enfermeira, natural de Lisboa, onde nasceu em 1915, na freguesia do Socorro, tendo falecido também em Lisboa em 1999.
Maria de Lourdes Machado e Armando Machado, tiveram 5 filhos, 4 rapazes e uma rapariga, o Armando José (Licas) que era afilhado do Gonçalves dono de "O Ginjal", a Maria Rita, era afilhada de Amália Rodrigues, o Filipe teve como padrinho Filipe Nogueira (pai) e o Carlos Manuel foi apadrinhado por Adelina Ramos e seu marido, o António Tomaz Machado, (o Tricas para a família e amigos) era afilhado do artista plástico Tomaz de Melo (Tom) e também de Amália.
Maria de Lourdes Machado abandona a sua carreira de enfermeira para cuidar dos filhos e fica também, ao lado do marido na gerência da Adega Machado, tendo começado a cantar Fado, logo com grande sucesso, pois tinha uma bonita voz, presença e cantava muito bem.
Quando o seu filho mais velho o Armando José (apelidado carinhosamente como Licas), foi mobilizado para o Ultramar, Maria de Lourdes pede a João Linhares Barbosa, que lhe escreva um poema que exprima a sua dor de mãe, que teve o título de (Fé e Coragem Meu Filho). O pai Armando Machado faz a música já referida, Fado Licas.
(...)
Fonte de informação:
http://www.portaldofado.net/content/view/2876/327/
Última actualização: Junho/2012
Outras versões do mesmo Fado
Intérprete: José Cid
Letra: Linhares Barbosa
Intérprete: Esmeralda Fortes
Letra: Hernâni Correia



Guitarras: Manuel Mendes e Arménio de Melo
Viola: Manuel Martins
Baixo: José Vilela
Intérprete: Fernando Maurício
Letra: Mário Raínho



Guitarra: Mário Henriques
Viola: André Teixeira
Intérprete: Maurício Campelo
Letra: Mário Raínho



Guitarra: Jorge Fernandes
Viola: Francisco Perez
Intérprete: Fernanda Maria
Letra: Linhares Barbosa