

Fados Tradicionais


Fado dos Sonhos
Fado dos Sonhos
Letra: J. Frederico de Brito (Britinho)
Música: J. Frederico de Brito (Britinho)
Intérprete: Carlos Zel
Quer alegres, quer tristonhos
Não há nada como os sonhos
Que me trazem encantado
E que coisa singular
A gente vê a sonhar
O que não vê acordado (bis)
Tive de um sonho o clarão
Sonhei que o teu coração
P´ra outro peito partiu
Fiquei cheio de surpresa
Mas depois tive a certeza
Que o sonho não me mentiu (bis)
Sonhei que tinhas morrido
Fiquei muito comovido
Só por ter sonhado assim
Tive um desgosto profundo
Não morreste para o mundo
Mas morreste para mim (bis)
Intérprete: Carlos Zel
Título: Fado dos Sonhos
Autor da Letra: J. Frederico de Brito (Britinho)
Autor da Música: J. Frederico de Brito (Britinho)
Guitarra Portuguesa: José Luís Nobre Costa e
Ricardo Rocha
Viola de Fado: Francisco Gonçalves
Viola-baixo: Joel Pina
Data da 1ª edição: 1998
Editora: "Movieplay"
Ref. CD MF 403
Outras versões do mesmo Fado

Fado dos Sonhos
Composto pelo cantador, poeta e compositor Joaquim Frederico de Brito (Britinho).
Deve o seu nome à primeira letra nele cantado; precisamente a que aqui se apresenta.
Pequena biografia do autor:
Frederico de Brito
Joaquim Frederico de Brito, nasceu em Carnaxide ( Oeiras ), em 25 de Setembro
de 1894, tendo falecido em Lisboa, em Março de 1977.
Cantador, compositor e poeta, era conhecido no meio do Fado com o diminutivo
de “Britinho” e também poeta-chauffer, alcunha que lhe atribuíram porque durante
muitos anos foi motorista de táxi, depois de ter sido estocador durante alguns
anos; no entanto, vem a reformar-se como empregado da companhia petrolífera
Atlantic, onde entrou, quando deixou de conduzir táxis!
Aos 8 anos, leu o livro de Avelino de Sousa, “Lira do Fado”, que o levou a escrever
versos, que o seu irmão mais velho, João de Brito, cantava em festas de amadores.
É um facto adquirido, que durante a sua vida, escreveu mais de um milhar de letras
e compôs várias centenas de músicas.
Participou na opereta "História do Fado", de Avelino de Sousa, com Alfredo Marceneiro e outros, cantando
versos de sua autoria.
Em 1931, edita um livro de sua autoria, “Musa ao Volante”, compilação de todos os versos que até aí tinha escrito.
Para além de grande poeta, foi também um extraordinário compositor!
Assim, são de sua autoria, ( letra e música ), "Biografia do Fado", ( criação de Carlos Ramos ); "Fado do Cauteleiro"( criação de Estêvão Amarante ); "Janela virada para o mar" ( criação de Tristão da Silva ); "Não
digam ao Fado...!" ( criações de Carlos do Carmo e Beatriz da Conceição ) e "Canoas do Tejo"( tema popularizado pela criação de Carlos do Carmo e, mais tarde, também cantado por Max, Beatriz da Conceição, Francisco José, Tony de Matos e muitos outros ).
O "Fado Carmencita", na voz de Amália Rodrigues, foi também um dos seus sucessos, tal como foram “Troca
de olhares”, “Rapaz do camarão", “Casinha dum Pobre” e Fado Corridinho ( ambos com música de Martinho
d' Assunção ), “Fado Britinho”; “Fados dos Sonhos” e o celebérrimo “Fado da Azenha”, que David Mourão- Ferreira, considerou das melhores criações da poesia popular portuguesa!
Vários compositores, entre eles Raul Ferrão, Raul Portela, Jaime Mendes e Alves Coelho ( filho ) escreveram músicas para letras de Joaquim Frederico de Brito.
As revistas ”Anima-te Zé” ( Teatro Maria Vitória, 1934 ), “Salsifré” ( Teatro Apolo, 1936 ), “Bocage” ( Eden
Teatro, 1937 ), “Chuva de Mulheres” ( Eden Teatro, 1938 ), “Sol e Dó” ( Teatro Variedades, 1939 ) e “Haja
saúde!”, com a qual se inaugurou o Teatro ABC, integraram várias composições de sua autoria.
Era muito estimado nos meios fadistas ( o carinhoso diminutivo “Britinho”, reflectia aliás essa generalizada simpatia ).
Poeta popular, que manteve os padrões do Fado tradicional, sem “lamechas retrógradas”, sem terminologia de exagerado lirismo, seduzindo assim compositores de nomeada, já acima referidos, que compõem para as suas letras, de cunho bem fadista, e que foram cantadas no teatro, por fadistas e cançonetistas da época.
Joaquim Frederico de Brito, deixou-nos um valioso espólio, que continua a ser interpretado por inúmeros
artistas, recebendo do grande público, enorme aceitação e agrado!
Fonte de informação:
http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/96690.html
Última actualização: Dezembro/2009
Intérprete: Beatriz da Conceição
Letra: Manuela de Freitas



Guitarra: José Luís Nobre Costa e António Parreira
Viola: Francisco Gonçalves
Baixo: Raúl Ferreira Da Silva
1987 PolyGram Portugal, SA
Intérprete: Manuel de Almeida
Letra: Frederico de Brito
Intérprete: Maria Amorim
Letra: Frederico de Brito
Intérprete: Maria do Rosário Bettencourt
Letra: Frederico de Brito
Intérprete: Tony de Matos
Letra: Luís Eduardo de Campos